Acreditar o Natal

Acreditar o Natal
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A história do Pai Natal habita o imaginário das crianças desde há muito tempo a esta parte, e por estas semanas multiplicam-se o entusiasmo e a alegria dos mais pequenos mas também crescem algumas dúvidas pertinentes nos mais crescidos que podem suscitar alguma preocupação e ansiedade nos adultos. Faz sentido estimular as crianças a acreditarem no Pai Natal? Até quando se deve manter a crença no Pai Natal?
 
A magia e o encantamento na crença do Pai Natal podem ser vistos como importantes contributos na estruturação da vida mental dos mais pequenos e podem perdurar durante tempo significativo na vida de uma criança sem que isso tenha de representar um problema ou uma patologia. Pois é através do brincar, do “faz de conta” e da fantasia que a criança também constrói a realidade e os limites, facilitando o seu desenvolvimento cognitivo e emocional.
 
Não tendo de existir um tempo específico e limitado para contar a verdade sobre a inexistência fantasiada do Pai Natal, não há que ter medo na hora de contar a verdade sendo razoável facilitar essa descoberta a partir do momento em que a criança depara-se com contradições interessantes e faz questões pertinentes sobre a personagem simpática do velhinho de barba branca que veste de vermelho e deixa presentes premiando especialmente o bom comportamento.
 
Nessa altura deixa de ser positivo prolongar a mentira e reafirmar a fantasia já que isso estimula a credulidade da criança, mina a confiança dos adultos de referência, potencia as superstições e promove terreno fértil para racionalizações e crenças forçadas ou erradas.
 
E sobretudo não tem mal algum deixar de acreditar no Pai Natal desde que continuem a acreditar no significado do Natal. Com o crescimento, o pensamento racional sobrepõe-se ao pensamento imaginário, e daí aumenta a maturidade e a responsabilidade. É organizador e pode ser visto até como uma conquista libertar-se da fantasia do Pai Natal para dar lugar a uma participação social mais ativa e produtiva sobre a intenção da quadra Natalícia. Tornar-se melhor Pessoa, construindo-se positivamente na relação com os outros, reforçando os votos e praticando a bondade, a solidariedade, a união, a compaixão, a paz e o amor.
 
Faço votos para que os mais pequenos tenham oportunidade de conhecer a magia e fantasia do Natal e que desde logo estas possibilitem o verdadeiro sentido do Natal.
Feliz Natal!
 
Nuno Moura
Psicólogo Clínico / Psicoterapeuta
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